quarta-feira, 12 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008

Li outro dia uma crítica no verdesmares.globo.com de um rapaz que apesar de sua aparente pouca idade mostrou-se bem pretensioso, e a globo.com mais ainda, por admitir um “jornalista” com “tanta experiência” e olhar crítico pro cinema: Ilo Aguiar...
Ele chega a dar um ar de desprezo pelo fato do filme “O Cheiro do Ralo” ter ganhado prêmios em alguns festivais, e mostrou-se indignado com a condição de cult que o filme alcançou.
É... O tal de Ilo Aguiar (parece) viu apenas um lado do filme, o lado em que Lourenço é mesmo um escroto, e não se importa com os outros, e tal... Mas ele deve lembrar que nós somos assim também. (você dá moeda a todo mundo que te pede no sinal?), às vezes a gente tem mesmo que deixar os outros meio de lado, senão esquecemos de nós, [Lourenço fala, no filme, que quando começou seu negócio ele ficava com pena das pessoas, mas com o passar do tempo parou de pensar assim, senão seu negócio não iria pra frente... como vimos, ele chegou ao ponto de ser um escroto, de querer mostrar poder e tal, de querer controlar todas as situações por que ele tava pagando... (no começo Lourenço se apresenta como um cara meio esquisito, mas desses esquitões que você acaba se identificando, depois o filme chega a ser mentiroso mermo, a ser nojento), mas por causar essas sensações que ele se torna um grande filme].
ComentadorDuCanto
Ele chega a dar um ar de desprezo pelo fato do filme “O Cheiro do Ralo” ter ganhado prêmios em alguns festivais, e mostrou-se indignado com a condição de cult que o filme alcançou.
É... O tal de Ilo Aguiar (parece) viu apenas um lado do filme, o lado em que Lourenço é mesmo um escroto, e não se importa com os outros, e tal... Mas ele deve lembrar que nós somos assim também. (você dá moeda a todo mundo que te pede no sinal?), às vezes a gente tem mesmo que deixar os outros meio de lado, senão esquecemos de nós, [Lourenço fala, no filme, que quando começou seu negócio ele ficava com pena das pessoas, mas com o passar do tempo parou de pensar assim, senão seu negócio não iria pra frente... como vimos, ele chegou ao ponto de ser um escroto, de querer mostrar poder e tal, de querer controlar todas as situações por que ele tava pagando... (no começo Lourenço se apresenta como um cara meio esquisito, mas desses esquitões que você acaba se identificando, depois o filme chega a ser mentiroso mermo, a ser nojento), mas por causar essas sensações que ele se torna um grande filme].
ComentadorDuCanto
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
O que vem a sua cabeça ao ver essa imagem? alguns devem pensar que seja uma desistência ao ver seu redor conrrompido, cansada depois de uma jornada consativa de trabalho, retirando forças do chão (quem acredita) pra sua alma. Acredito que ela está orando! agradecendo ou pedindo algum favor a Deus... Achei muito massa essa imagem, encontrei num blog gospel e quis compartilhar com vocês!
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
gostariamos de pedir desculpas a todos
que acompanham nosso blag.
e dizer que...
estamos entrando em uma nova fase,
grandes mudanças, novos projetos, idéias...
esperem....
Enquanto isso: João Cabral de Melo Neto!!!
que acompanham nosso blag.
e dizer que...
estamos entrando em uma nova fase,
grandes mudanças, novos projetos, idéias...
esperem....
Enquanto isso: João Cabral de Melo Neto!!!
O SERTANEJO FALANDO
A fala a nível do sertanejo engana:as palavras dele vêm, como rebuçadas(palavras confeito, pílula), na glacede uma entonação lisa, de adocicada.Enquanto que sob ela, dura e endureceo caroço de pedra, a amêndoa pétrea, dessa árvore pedrenta (o sertanejo)incapaz de não se expressar em pedra.
2.
Daí porque o sertanejo fala pouco:as palavras de pedra ulceram a bocae no idioma pedra se fala doloroso;o natural desse idioma fala à força.Daí também porque ele fala devagar:tem de pegar as palavras com cuidado,confeitá-la na língua, rebuçá-las;pois toma tempo todo esse trabalho.
A fala a nível do sertanejo engana:as palavras dele vêm, como rebuçadas(palavras confeito, pílula), na glacede uma entonação lisa, de adocicada.Enquanto que sob ela, dura e endureceo caroço de pedra, a amêndoa pétrea, dessa árvore pedrenta (o sertanejo)incapaz de não se expressar em pedra.
2.
Daí porque o sertanejo fala pouco:as palavras de pedra ulceram a bocae no idioma pedra se fala doloroso;o natural desse idioma fala à força.Daí também porque ele fala devagar:tem de pegar as palavras com cuidado,confeitá-la na língua, rebuçá-las;pois toma tempo todo esse trabalho.

(João Cabral de Melo Neto: A educação pela pedra, 1962-1965)
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
CARALHO... A 2ª edição... Demoramos 3 meses pra publicar a 1ª! Aos trancos e barrancos conseguimos postar essa em um mês. Esperamos ter avançado, mas se não, paciência.
Como sempre vamos abordar temas do nosso canto particular. Escolhemos. Escolhemos, como artista, um cara que aflorava suas emoções com pincel, tinta e tala: Van Gogh. A poesia ficou por conta de Drummond. Comentaremos: sobre um certo Rock in Rio que uma certa Cássia participou e que disso saiu um DVD e sobre o filme “O Homem Que Desafiou o Diabo”. Vai aparecer também a continuação de “Narrativas...” e de “Mermão!”, entre outros textos nossos. No meio cultural Natalense, vamos sugerir eventos, falar sobre os que visitamos, os que pretendemos ir e os que não iremos (por falta de grana, tempo ou saco).
Sinta-se no canto da sua sala!
Como sempre vamos abordar temas do nosso canto particular. Escolhemos. Escolhemos, como artista, um cara que aflorava suas emoções com pincel, tinta e tala: Van Gogh. A poesia ficou por conta de Drummond. Comentaremos: sobre um certo Rock in Rio que uma certa Cássia participou e que disso saiu um DVD e sobre o filme “O Homem Que Desafiou o Diabo”. Vai aparecer também a continuação de “Narrativas...” e de “Mermão!”, entre outros textos nossos. No meio cultural Natalense, vamos sugerir eventos, falar sobre os que visitamos, os que pretendemos ir e os que não iremos (por falta de grana, tempo ou saco).
Sinta-se no canto da sua sala!
"Vincent Van Gogh"
Primogênito de seis irmãos, nasceu em 30 de março de 1853 em um pequeno povoado holandês, não teve uma família de artistas nem foi um menino prodígio. Ao contrario, descobriu seu talento bem tarde.
Sua genialidade e estilo foram desperdiçados pela maioria de seus contemporâneos. Era um homem doente que viveu intensamente todas as suas emoções.
Tinha uma relação de amizade e companheirismo com seu irmão Theo, quatro anos mais novo, ele lhe dava apoio moral e material. Era seu porto seguro.
Van Gogh Tinha influências japonesas e seu contato com artistas impressionistas em paris (1886) marcaria sua vida e obra de várias maneiras.
Em Arles morou na casa amarela onde tinha o sonho de fundar a comunidade dos artistas, mas seus planos fracassaram. Em 1888 teve sua crise mais séria, com medo do abandono do seu amigo Gauguin tentou agredi-lo com uma lâmina de barbear, à noite, decepou sua orelha e enviou a uma amiga prostituta.
Em dezembro deu início a um ciclo de crises, em 1889 ingressou em um manicômio, onde permaneceu um ano. Pintou várias cenas no jardim e sua convivência com doentes o fez perder o medo da loucura.
Voltou a Paris onde conheceu o Dr. Gachet em 21 de maio, animado e trabalhando intensamente, recebera uma carta que acabou com seus planos, ela dizia as dificuldades de seu irmão, então Van Gogh ficou muito abalado e em uma de suas crises (27/08) atirou em seu estômago, foi socorrido, mas morreu no dia 29 de julho de 1890. Suas últimas palavras a seu irmão foram: “gostaria de ir para casa agora”.
Seu legado é composto de milhares de cartas escritas a seu irmão Theo, sua irmã Wilhelmina, seus amigos pintores e 875 quadros em menos de uma década, em vida vendeu apenas um, por 400 francos: A Vinha Vermelha, valor insignificante se comparado aos 28 milhões de dólares pagos em 1990 pelo retrato O Dr. Gachet, seu quadro mais caro vendido até hoje.
Vincent Van Gogh um dos principais pintores do pós-impressionismo.
Primogênito de seis irmãos, nasceu em 30 de março de 1853 em um pequeno povoado holandês, não teve uma família de artistas nem foi um menino prodígio. Ao contrario, descobriu seu talento bem tarde.
Sua genialidade e estilo foram desperdiçados pela maioria de seus contemporâneos. Era um homem doente que viveu intensamente todas as suas emoções.
Tinha uma relação de amizade e companheirismo com seu irmão Theo, quatro anos mais novo, ele lhe dava apoio moral e material. Era seu porto seguro.
Van Gogh Tinha influências japonesas e seu contato com artistas impressionistas em paris (1886) marcaria sua vida e obra de várias maneiras.
Em Arles morou na casa amarela onde tinha o sonho de fundar a comunidade dos artistas, mas seus planos fracassaram. Em 1888 teve sua crise mais séria, com medo do abandono do seu amigo Gauguin tentou agredi-lo com uma lâmina de barbear, à noite, decepou sua orelha e enviou a uma amiga prostituta.
Em dezembro deu início a um ciclo de crises, em 1889 ingressou em um manicômio, onde permaneceu um ano. Pintou várias cenas no jardim e sua convivência com doentes o fez perder o medo da loucura.
Voltou a Paris onde conheceu o Dr. Gachet em 21 de maio, animado e trabalhando intensamente, recebera uma carta que acabou com seus planos, ela dizia as dificuldades de seu irmão, então Van Gogh ficou muito abalado e em uma de suas crises (27/08) atirou em seu estômago, foi socorrido, mas morreu no dia 29 de julho de 1890. Suas últimas palavras a seu irmão foram: “gostaria de ir para casa agora”.
Seu legado é composto de milhares de cartas escritas a seu irmão Theo, sua irmã Wilhelmina, seus amigos pintores e 875 quadros em menos de uma década, em vida vendeu apenas um, por 400 francos: A Vinha Vermelha, valor insignificante se comparado aos 28 milhões de dólares pagos em 1990 pelo retrato O Dr. Gachet, seu quadro mais caro vendido até hoje.
Vincent Van Gogh um dos principais pintores do pós-impressionismo.

Carlos Drummond de ANDRADE
"Cidadezinha qualquer "
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar, amor, cantar
Mulheres entre laranjeiras
Pomar, amor, cantar
Um homem vai devagar
Um cachorro vai devagar
Um burro vai devagar
Devagar... As janelas olham
Êta, vida besta, meu Deus
[Extraído de ANDRADE, Carlos Drummond de, 1902 – seleta em prosa e verso; estudo e notas do Prof. Gilberto Mendonça Teles. 4. ed. Rio de Janeiro, J. Olimpo, 1976 (Brasil Moço).]
Assinar:
Postagens (Atom)

