quarta-feira, 7 de novembro de 2007

CARALHO... A 2ª edição... Demoramos 3 meses pra publicar a 1ª! Aos trancos e barrancos conseguimos postar essa em um mês. Esperamos ter avançado, mas se não, paciência.


Como sempre vamos abordar temas do nosso canto particular. Escolhemos. Escolhemos, como artista, um cara que aflorava suas emoções com pincel, tinta e tala: Van Gogh. A poesia ficou por conta de Drummond. Comentaremos: sobre um certo Rock in Rio que uma certa Cássia participou e que disso saiu um DVD e sobre o filme “O Homem Que Desafiou o Diabo”. Vai aparecer também a continuação de “Narrativas...” e de “Mermão!”, entre outros textos nossos. No meio cultural Natalense, vamos sugerir eventos, falar sobre os que visitamos, os que pretendemos ir e os que não iremos (por falta de grana, tempo ou saco).

Sinta-se no canto da sua sala!
















"Vincent Van Gogh"

Primogênito de seis irmãos, nasceu em 30 de março de 1853 em um pequeno povoado holandês, não teve uma família de artistas nem foi um menino prodígio. Ao contrario, descobriu seu talento bem tarde.
Sua genialidade e estilo foram desperdiçados pela maioria de seus contemporâneos. Era um homem doente que viveu intensamente todas as suas emoções.
Tinha uma relação de amizade e companheirismo com seu irmão Theo, quatro anos mais novo, ele lhe dava apoio moral e material. Era seu porto seguro.
Van Gogh Tinha influências japonesas e seu contato com artistas impressionistas em paris (1886) marcaria sua vida e obra de várias maneiras.
Em Arles morou na casa amarela onde tinha o sonho de fundar a comunidade dos artistas, mas seus planos fracassaram. Em 1888 teve sua crise mais séria, com medo do abandono do seu amigo Gauguin tentou agredi-lo com uma lâmina de barbear, à noite, decepou sua orelha e enviou a uma amiga prostituta.
Em dezembro deu início a um ciclo de crises, em 1889 ingressou em um manicômio, onde permaneceu um ano. Pintou várias cenas no jardim e sua convivência com doentes o fez perder o medo da loucura.
Voltou a Paris onde conheceu o Dr. Gachet em 21 de maio, animado e trabalhando intensamente, recebera uma carta que acabou com seus planos, ela dizia as dificuldades de seu irmão, então Van Gogh ficou muito abalado e em uma de suas crises (27/08) atirou em seu estômago, foi socorrido, mas morreu no dia 29 de julho de 1890. Suas últimas palavras a seu irmão foram: “gostaria de ir para casa agora”.
Seu legado é composto de milhares de cartas escritas a seu irmão Theo, sua irmã Wilhelmina, seus amigos pintores e 875 quadros em menos de uma década, em vida vendeu apenas um, por 400 francos: A Vinha Vermelha, valor insignificante se comparado aos 28 milhões de dólares pagos em 1990 pelo retrato O Dr. Gachet, seu quadro mais caro vendido até hoje.
Vincent Van Gogh um dos principais pintores do pós-impressionismo.
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Carlos Drummond de ANDRADE


"Cidadezinha qualquer "

Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar, amor, cantar

Um homem vai devagar
Um cachorro vai devagar
Um burro vai devagar

Devagar... As janelas olham

Êta, vida besta, meu Deus

[Extraído de ANDRADE, Carlos Drummond de, 1902 – seleta em prosa e verso; estudo e notas do Prof. Gilberto Mendonça Teles. 4. ed. Rio de Janeiro, J. Olimpo, 1976 (Brasil Moço).]



Rock in Rio Cássia Eller ao vivo


Gravado em 2001, esse DVD cumpriu o que prometeu, com 13 faixas que passeiam do samba de Chico Buarque (“Partido Alto”) ao rock grunge do Nirvana (“Smells Like Teen Spirit”). Nesse DVD Cássia mostra toda sua performance e suas interpretações bem próprias de canções de compositores como Cazuza, Nando Reis, Chico Science, Kurt Cobain e etc. que, se não te avisam que são desses caras, você jura que são músicas dela.
Cássia não deixou a desejar no Palco Mundo do Rock in Rio, milhares de pessoas não pararam um só minuto nesse som do caralho K@#&%!
Pena que só podemos conferir Cássia através de CD’s ou DVD’s, pessoas que, como eu, não tiveram o gostinho de curtir ao vivo vão ficar só na vontade.


Rock in Rio Cássia Eller ao vivo

Gravado no dia 13/01/2001

Com as faixas:


1º de Julho

Partido Alto

Pra Galera

E.C.T

Obrigado (Por Ter Se Mandado)

O Segundo Sol

Faça O Que Quiser Fazer

Infernal

Malandragem

Coroné Antonio Bento/ K@#&%!

Come Together / Corpo de Lama

Quando A Maré Encher

Smells Like Teen Spirit

"O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO"


O filme, não sei ainda por que, conseguiu me prender no cinema, talvez tenha sido a curiosidade de saber qual seria a próxima mulher que Ojuara iria comer. – mas, pelo que eu já li em “As Pelejas de Ojuara” (que me pareceu retratar profundamente Zé Araújo e seu alter ego: Ojuara) mereciam ser um pouco menos estereotipado por parte de Marcos Palmeira. Ojuara, pelo tratamento que Moacyr Góes – o diretor – deu a personagem, ficou descrito como um homem que ao se revoltar contra seu sogro e sua mulher, por motivo aparentemente fútil – pelo menos da forma que foi trabalhado no filme – cai no mundo procurando sarna pra se coçar e mulher pra trepar e que, por acaso, desafiou o diabo. Não que isso seja ruim, mas tudo que Ojuara fez no filme parecia ser pretexto pra trepar com uma gostosa “global”.
Alguns momentos do filme ficaram bem admiráveis: como os duelos de versos entre Ojuara e outras personagens.

No todo, o filme ficou estranho, deve ter sido pela cara de minissérie reduzida que ficou: cada trecho do filme tinha um objetivo definido, partindo para um determinado lugar, procurando alguma mulher.

Isso ficaria melhor dividindo cada período desses em episódios de uma minissérie, talvez, assim, se trabalhasse melhor a poética do escritor Nei Leandro de Castro.

Não vá só ao cinema, leia o livro também, que você vai perceber melhor que Ojuara é o cabra mais fulero do sertão do nordestino e que acaba literalmente brigando com o Satanás pequeninim e você vai descobrir também o ponto fraco do tinhoso para, se por acaso ele aparecer na sua frente, você vai saber como vencer o danado.

O Cão de Goya (1829-1823)


Da série Pinturas Negras, essa tela representa da forma mais enigmática possível o estado de espírito em que se Goya encontrava. Varias questões foram levantadas a respeito dessa obra (dentre elas, o titulo que nunca foi sugerido pelo artista, é motivo de discussões entre os críticos) eu, pessoalmente, me questiono a respeito do cão: pra onde o triste e espantado olhar dele se direciona? E o que me chama mais a atenção é o vazio que predomina na tela que, eu acho, quer mostrar algo de profundamente inquietante que sempre foi marca nas obras de Goya.

Dizem que o cão está apavorado, sendo carregado por uma correnteza...
Dizem que ele está com medo de um monstro que supostamente aparece como uma sombra na tela...

O que você acha???
"Sebos"

O que vem a sua cabeça quando você ouve falar de um amigo que compra livros em sebos? Ou quando você ganha um livro comprado em um sebo? Muita gente deve pensar que é um lugar cheio de livro velho, cheio de poeira, que você espirra do começo ao fim da loja... Não vou te enganar, alguns têm tudo isso mesmo, mas não esqueça que um sebo é muito mais que um lugar de vender livros usados, encontramos um universo de escritores, discos antigos que contam a historia da musica objetos e até quadros.


"X Feira de Sebos de Natal"


Se você é daqueles (que como nós) gosta de visitar e comprar livros em sebos, não pode perder a oportunidade de conferir do dia 07/11 ao 14/11 a X Feira de Sebos de Natal, Praça André de Albuquerque, Cidade Alta das 14h às 22h com direito a debates, cinema, artes plásticas, literatura, música entre outros... Não esqueça!!! Compre um livro e boa leitura.
Vamos passar por lá e na próxima publicação comentaremos um pouco sobre alguns desses dias.
Valeu!!!
"II NATAL BRUTAL FEST"

Rolou sábado dia 27/10 no DoSol Rock Bar – Ribeira

Tocaram as bandas: do RN Primorduim (Deathmetal), Nighthunter (Thrashblack Metal) Display of Destruction (Trashmetal) Outset (Deathgrind), The Violent Noise of Shit (Grindcore) e do Rio de Janeiro tocou a Horrificia (Horror Goregrind) e lançando o seu 2º CD “Tribute To Apocalypse” a banda de Pernambuco Infested Blood (Brutal Death Metal).

Eu curti pouco tempo, mas foi suficiente pra ficar bêbado (depois vomitei, é claro!) quase me bateram (aqueles metaleiros safados só querem ficar balançando a juba) quando a galera tava pogando no som da banda The Violent Noise of Shit (os metal gays não respeitam o Grindcore potiguar). Eu não tava muito preocupado, me chapei, cheguei em casa cedo e bêbado, vomitei e dormi, foi pau! hehehe
Mermão! Discussões Ligeiramente... Solitárias


Boca-de-Álcool agora tenta explicar sua amizade com Juvenal Lamartine:














"CERCADO"




Estou aqui, preso em mim mesmo
cercado por todos os lados, com
cercas que mesmo construi, por
medo, por proteção. Sempre
quis me libertar, me libertar de
mim mesmo. Às vezes, estou
cercado de pessoas que não
conheço, por bichos, desen-
hos, paredes, amigos, família.
ninguém me conhece. Às vezes,
acho que sou feliz por ser assim
.N.Ã.O. o mundo gira, cercado
por núvens e estrelas e o sol
cercado por planetas, tudo es-
tá cercado, acho também que
sou cerca pra muita gente, pas-
so por tudo, mais ainda continuo
assim. CERCADO por mim mes-
mo, em cercas que mesmo cons-
trui, isso é inevitável.........
"AS LINHAS"



As linhas, elas limitam o pensamento. Tudo o que foi planejado desde a entrada no pós-modernismo (condição aparentemente libertadora e inclusiva) tem por base a limitação, a restrição (e desde a modernidade, a fragmentação, a divisão social, não só do trabalho, mas de tudo)
Na arquitetura, as linhas (, ) dos traços (,) dos prédios parecem dizer: “fique sentado e calado!”
As linhas. Tudo, hoje, é quadradinho, a linha vai, vai e termina no canto da parede, dizendo: “você não passa daqui!”.
As linhas. Não gosto dessa idéia, elas limitam. Vamos tentar evitá-las o máximo possível.

Não usamos textos em formato justificado.
Não usamos padrões iguais de letras.
Não repetimos e repetimos.
Não limitamos (preferimos o que julgamos bom, seja qual for o assunto).
Não planejamos (vamos aos eventos, lemos livros, quando é bom, a gente publica).
Não fragmentamos (tentamos nos informar sobre todas as esferas que o blog trata. Não há divisão de assuntos).
NÃO e Não e não!!! Adoro essa palavra – hehehehe.

"NARRATIVAS DE UMA MENSTRUAÇÃO"


Pra você que tava lendo os classificados à procura de emprego e perdeu o excepcional 1º episódio de “Narrativas de uma Menstruação”: Franco se descobriu um puta escritor – será? – e resolveu narrar a historia da vida de sua melhor amiga – Ângela – que achou no mínimo curioso e resolveu deixar pra ver onde chega...
Isso aconteceu durante uma visita de Ângela à casa de seu interlocutor que parece interessado nas letras de sua amiga... Ela suavemente discorda de Franco... pxiu! Silêncio! Não atrapalha a discussão!





Ângela: até parece, você não conhece minhas letras, e depois você vai me culpar agora por sua falta de habilidade com as mulheres, é?

Franco: quê? nã... e ai como tá suas composições?

Ângela: Ah! Mudando de assunto, né? sei... mas escuta essa história:
Outro dia eu tava contando prum colega meu que eu escrevi a letra que mais gosta durante uma ressaca braba; foi nos intervalos entre um vômito no banheiro e um copo de água gelada na cabeça que eu escrevia esses “belos” versos. E sem falar que quase morria de cólicas menstruais. Ele falou que não acreditava: a história parecia cinematográfica demais. Aí, eu brinquei: é, vida de estrela é assim mermo...

Franco: sei, mas quando você vai resolver me mostrar essas suas famosas letras?... será que algum dia eu vou vê-las?

Ângela: você se recusa a ir ver a gente tocar... deveria ir... talvez você goste.

Franco: sei não, acho melhor conhecer as letras, depois eu escuto o som.

Taí mais uma coisa que a gente discute sempre: ela mostra pra todo mundo o que ta escrevendo em forma de música, mas fica envergonhada quando peço pra me mostrar o que ela escreve. Não entendo de jeito nenhum!!!

Ângela: num mostro mermo! Você também não quer nos escutar.

Franco: não escuto por que tenho medo de não gostar do som e ficar meio com preconceito do que você escreve.

Ângela: não, fala serio pow! Nada a ver... e você acha que lendo o que eu escrevo pode melhorar sua percepção das músicas que eu toco?

Franco: acho sim!

Ângela: ah... ha, ha, ha, ha, ha.. ta certo, então tenho uma surpresa pra você. Vá lá em casa hoje, lá pelas 9:00h, beleza?

Franco: o quê? Qual é a surpresa? Tu vai me mostrar tuas letras, é?

Ângela: sei não, vá lá!

Franco: diz pow. Caralho, odeio surpresas!

Ângela: e valeu, eu to indo chegar...

Franco: mermão, que merda. Diga ai!

Ângela: tchau!

Franco: ...


CONTINUA...
A ORIGEM DO BALANÇADO DE CABEÇA CORRESPONDENTE AO NÃO!

Num reino muito distante, numa época longínqua existia uma lenda – antiga pode-se dizer – que um importante e feliz cavaleiro (Luís) após uma batalha tinha perdido controle sobre o movimento de sua cabeça. Saiu-se vitorioso, apesar dessa herança de guerra. Sua cabeça movia-se invariavelmente da esquerda para a direita sempre que ele falava algo. Tendo em vista que ele era um cavaleiro muito importante, era bastante consultado mesmo antes da tal guerra e, inclusive, depois dela passou a ser mais. Porém, com essa seqüela, havia se tornado muito carrancudo, mas nem por isso, menos consultado: jovens cavaleiros vinham de muito longe fazer-lhe perguntas, mas agora as respostas eram quase sempre negativas e acompanhadas daquele movimento invariável com a cabeça.
Na mesma medida que sua fama de bom cavaleiro corria o mundo, corria também sua fama de carrancudo... Com o passar dos anos já havia se tornado popular repetir o gesto do homem quando a resposta era negativa, no começo só como palhaçada, depois virou rotina... E Joãozinho, um menino muito curioso, queria saber se esta historia era verdadeira – e existia a possibilidade de ele saber, por que alguns diziam que esse homem ainda era vivo e morava no extremo sul dali – ao saber disso Joãozinho correu pra pedir a sua mãe que o levasse ate o lugar, inutilmente, lógico, ela não deixaria seus afazeres pra ir atrás de uma lenda, então Joãozinho viu-se num dilema: “fujo de casa pra verificar a história ou vou viver com essa dúvida?”. Fez o que era de se esperar de um garoto curioso: foi procurar seu melhor amigo e o chamou para a aventura, mas o menino estava receoso, pois nunca havia feito algo assim, porém aceitou e partiram para o desbravamento.

CONTINUA...

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Pode não parecer, mas foi muito complicado terminar a 1ª edição desse BLOG. Ele começou a ser criado em nossas cabeças por um tempo considerável. Muitas das nossas idéias encaixaram-se, o que facilitava, mas sempre houve muitas discussões pra organizar nossos formigantes pensamentos e tentar resolver problemas como: delimitar os temas, escolher o título do BLOG, entre outros.
A idéia original era criar um espaço que falasse de artes (por que somos estudantes de história arte e arte produz pensamento), mas ele foi crescendo...
Se desprendeu do antigo nome: “PARANGOLÉS”. Por que ao pesquisarmos o assunto, descobrimos que não tinha muito sentido pra gente. Então depois de uma noite discutindo, surgiu o “CANTO--DA--SALA” que hoje é bem mais que um simples blog sobre artes, é um espaço onde nós vamos expor nossas idéias, nosso gosto estranho pra música, pra arte, pra literatura, ou seja, esse é o canto da sala, um lugarzinho pra onde você pode ir quando procurar publicação alternativa de assuntos que realmente interessam. Critique o quanto puder!
E seja bem vindo, quando entrar deixe seus sapatos na área e corra para o //CANTO--DA--SALA\\.
Essa 1ª edição é fruto de uma árdua pesquisa que resultou em muitas novidades até pra nós (os criadores do blog).
Nós vamos comentar, discutir e trocar informações sobre a pintora surrealista (que afirmou não o ser): Frida Kahlo. Vamos conhecer um pouco d’OS POETAS ELÉTRICOS e se der, até ouvir o som deles (isso fica a seu critério). Falar um pouco do misterioso livro “os 4 filhos do Dr. March”. Falar de filmes, como: “Primo Basílio” e “Um Som Diferente”. E quem resolver perder um pouco de tempo, pode dá uma olhadinha na 1ª parte de “Narrativas de uma Menstruação” ou no “Auto Retrato de Louco Quando Jovem”, ou mais ainda, dar uma viajada com “boca-de-álcool” na HQ “Mermão! Discussões Ligeiramente... Solitárias”, que tá massa.


Se quiser se orientar, olhe as datas de eventos artísticos, culturais e vagabundais.

Boa viagem...

"FRIDA KAHLO"





Filha de Guilherme Kahlo e de uma mestiça mexicana, não começou a pintar precocemente, e não estava interessada na pintura como uma carreira, em 1910 contrai poliomielite que a deixa com uma lesão em seu pé direito, ganhando assim o apelido "peg-leg frida" sendo esta a primeira de uma séries de enfermidades, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida. Em 1928 entra no partido comunista mexicano, casa-se com Diego Rivera. Sob influência do marido, adota o estilo reconhecido como naif. Em 1938 André Breton a qualifica como surrealista, mais tarde ela declara que "acreditavam que eu era surrealista, mais não o era. Nunca pintei meus sonhos. Pintei minha própria realidade".
Após sua morte, a sua casa transformou-se no museu Frida kahlo.
Pesquisas feitas com base na autópsia de Frida revelam que ela teria sido envenenada. Diego teria mandado uma de suas amantes colocar veneno de rato em sua comida.


OS POETAS ELÉTRICOS




Quer uma mistura originalmente sofisticada?
Eu ultimamente tenho ouvido (e lido) muito esses poeminhas ritmados eletricamente que acabaram se tornando poesia sonora do mais alto nível.

Liquidificando música e poesia, a dupla (Carito e Edu Gomez) reativou um projeto antigo e entrou em estúdio no início de 2004 com nome OS POETAS ELÉTRICOS e colocando como título do álbum a ser lançado o nome original do projeto "Poemas Eletri- Ficados & Outros Que Foram Embora".

Essa banda mescla duas formas de expressão que há muito não se tem usado:
Poesia + Música

Alguns podem achar um absurdo, mas não conheço quase nada desse nível que tenha sido feito nesse século.

Se alguém conhecer algo assim feito depois de Chico Buarque ter escrito:


"Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair
Deus lhe pague"


E cá pra nós, Chico Buarque é seguinte: o que sobra de vivacidade e energia nas letras, falta nas músicas.



Ou de Mutantes com esses versos:


"Eu quis cantar minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer"


Acho que não tem, né?

Bem, por isso eu defendo que OS POETAS ELÉTRICOS formam a expressão artística mais inquietante do estado na atualidade, principalmente quem vai aos shows ou quem visita frequentemente o site http://ospoetaseletricos.com.br/ , pode perceber a criatividade dessas duas feras.
Quem quiser ouvir o som pode entrar nesse link (http://www.ospoetaseletricos.com.br/conteudo/discografia.htm)ou acessar o site que colocamos acima.



Os 4 filhos do Dr. March (Brigette Aubert)

A cada pg lida há um novo acontecimento que prende o leitor. Um assassino em série tira o sossego de uma pequena cidade, a empregada da família March, Jeanie, acha por acaso o diário do assassino e descobre que é um dos 4 filhos do Dr. Ela também possui um diário estabelecendo laços, criando assim um assustador jogo de escritas.
CONFIRA, O FINAL É SURPREENDENTE.

Thiago Costa 20/07/2007



“Um som diferente” (pump up the volume)


Este filme saiu em 1990. Resolvi falar dele agora por que andei passando por situações parecidas (mentiiiira!) ai lembrei dele. Bem, vamos ao filme:

É a historia de um adolescente que ao se mudar para uma cidade do interior, acaba ficando isolado. Com um aparelho que ganhou do pai, achou uma saída para sua falte de jeito com as pessoas: criar uma rádio pirata.

Ele, no inicio do filme, parece um desses jovens americanos que fica arranjando pretexto pra se revoltar. Mas depois, pode-se perceber que o diretor, Allan Moyle, soube tratar de uma forma bem madura os problemas da juventude.

Mark, em suas transmissões, se dirige de uma maneira bem grosseira aos professores e diretores de sua escola, por que não concorda com a metodologia de ensino repressiva usada por eles. E ele critica ate sua própria dificuldade de relacionamento.

“sou um babaca anônimo que senta do seu lado na aula de química e te olha, então dá um sorriso que sai todo errado. Aí, você pensa : ‘que patético!’ eu me viro e nunca mais te olho”.

O clichê do filme ficou por parte do relacionamento que rolou entre Mark e Norah (Samantha Mathis). Como de costume, o filme acaba tendo um ar meio romântico, mas não considero essa parte a pior, e sim aquela onde Mark a Norah são presos e terminam como heróis, aí o filme perde tanto o sentido quanto o eixo central no que se propôs.


Já a trilha sonora é um tema à parte:
Quem gosta de bandas de rock alternativo, deveria ouví-la. O filme é um passeio pelo espaço indie.
Bandas como Concrete Blonde, Cowboy Junkies, Soundgarden, Peter Murphy embalam a conturbada vida de Mark.

O cara parece ter um ótimo gosto, na sua rádio pirata toca, entre outras coisas, ”kick out the jams” da banda Bad Brains. Rola sons da banda Sonic Youth e, se eu não me engano, da já clássica – e sem amarras com qualquer estilo, Beastie Boys.
Com esse filme da pra se chegar a uma conclusão muito filosófica:
Não é só de punheta que é feita a cabeça de adolencentes!!!


“O Primo Basílio”



Esse filme se passa na década de 50 e conta a história de Luisa (Débora Falabella), uma jovem romântica casada com o arquiteto Jorge (Reynaldo Gianecchini). Ela encontra-se casualmente com Basílio (Fábio Assunção), seu primo e namorado de adolescência.
Enquanto Jorge viaja a trabalho, Luiza e Basílio tornam-se amantes.
Entre tardes de amor e bilhetes românticos, Luiza é descoberta por Juliana (Glória Pires), a empregada que sonha com a aposentadoria e usa o que sabe para atormentar e chantagear, transformando a vida de sua patroa num verdadeiro inferno.
O filme me prendeu bastante. A história me pareceu bem adaptada pro cinema (apesar de ainda não ter lido o livro).
A atriz que mais se destacou foi Glória Pires (Juliana). Há tempos que não a via em um papel tão brilhante e intrigante como esse.

Confira!

É um filme adaptado do romance do escritor português Eça de Queiroz.
Direção e produção de Daniel Filho.

A classificação é de 16 anos.

"Narrativas de uma Menstruação"

Ela, vivia quebrando a cara, mas nada que a fizesse desistir de viver – não que ela nunca tivesse pensado em suicídio, digo até que pela forma que ela encarava as coisinhas que a vida lhe aprontava, suicídio seria uma saída fácil, e até normal.
Um espírito cheio de vontade de viver que se frustra cotidianamente, é assim que...


Ângela: hei Franco, você tá tentando explicar minha vidinha comum, é isso?

Franco: é isso ai, mas cala a boca e deixa eu continuar!

...Ângela era uma pess...

Ângela: que papo é esse?! Por que tu ta narrando no passado? Ou melhor, por que tu tá narrando?

Franco: tô narrando no passado por que parece que você foi uma pessoa importante e tal, sacou? E isso que eu tô fazendo pode ser o próximo best-seller.

Ângela: tu quer ser escritor, é? Quero ver onde isso vai chegar!

Franco: pow, não me interrompe mais não!
Caro leitor, espero que me perdoe, algumas pessoas não se enxergam e gostam de ficar atrapalhando.
Voltando ao assunto...




Ângela é uma pessoa na qual se pode chamar de estranha: lia livros de filosofia nua.


Ângela: isso foi uma critica?


O que haveria de sedutor, de erótico nas palavras de Nietzsche, por exemplo?
Nem me pergunte, passei horas tentando arranjar uma explicação convincente, mas não rolou. Pergunta pra ela. Cada doido com suas manias...


Ângela: é, isso foi uma crítica!


Essa provável ninfomaníaca tinha uma bandinha chamada “Narrativa de Uma Menstruação” onde, segundo ela mesma, as letras da banda eram unicamente compostas durante seu ciclo menstrual. Juntando isso ao fato de ela ser lésbica (essa opção sexual, na época, parecia a peste negra – aquela epidemia ocorrida no século XIV, em que bastava uma pessoa estar contaminda num grupo pra que todo ele fosse dizimado, lembra? – isso acabava com as chances de qualquer homem hétero namorar, casar, ter filhos e ser feliz para sempre. Aliás, muito pelo contrário: pra um rapaz, ser feliz significava abdicar de qualquer pretensão sexual.) assim, você deve imaginar o teor dessas letras. Não, na verdade, nem passa por sua cabeça inocente as palavras, digamos... “peculiares” que essa moça deve escrever. Posso citar um exemplo:




CONTINUA...

“Auto-retrato de um louco quando jovem”



...Prazer, Ele.

Não foi nada de muito difícil para aquele garoto, o tal que tinha medo de recreio: isso foi deduzido depois de alguns colegas de sala terem lido frases horríveis no caderno dele sobre esse assunto. Não vejo por que todo esse horror ao intervalo de descanso escolar. Pra mim é a melhor parte do dia, principalmente quando se está no terceiro ano e pede-se a Deus que o ensino médio acabe-se logo – tudo enche o saco facilmente.

Ele tinha barba grande e olhar estranho. Acho que Ele fumava maconha... mas... voltando ao assunto;
Ele cochilava (como de costume) enquanto equilibrava a cadeira nas duas pernas de trás e escorava-se na parede – coisa que Ele dominava hermeticamente – quando por provável obra de macumba, as pernas da cadeira escorregaram derrubando-o. A sala de aula veio a baixo de tantas risadas.
...bem, esse é o ponto inicial de toda a história, simplesmente porque é o dia que eu notei que Ele existia. Eu achava que o tal era um novato e era seu primeiro dia na turma, então perguntei aos colegas e me responderam que Ele estava na sala desde o começo do ano, mas que era muito quieto e que por isso eu não o tinha notado.
Vi, depois, uma pessoa convidá-lo a uma festa que rolaria no final da aula. A resposta foi interessante:

— vou não, não costumo participar de manifestações públicas sem propósito aceitável.

Pensei: o que seria um propósito aceitável? Talvez uma manifestação contra a caça das baleias?

— não dá pra me imaginar participando disso.


Ele era realmente do tipo caladão, mas muito popular. Percebi que não ligava muito pras aulas (sempre cochilando, com as pernas atrepadas), mas, sei lá como, conseguia tirar as melhores notas da sala. Eu achava que Ele devia ser amigo dos professores, mas essa minha tese seria derrubada posteriormente. Às vezes durante a aula de matemática, o cara ficava lendo um desses clássicos da literatura (brasileira, lógico, o barbudo dizia-se ter preconceito contra escritores ingleses e americanos. Lia autores de outras nacionalidades, mas preferia os de língua portuguesa).


Um dia, durante um desses referidos episódios, resolvi me dirigir a Ele:

— hei, perguntei baixinho, você não gosta de matemática?

— gosto sim, respondeu meio incomodado.

— por que não presta atenção na aula, então?

— tô prestando, Ele cochichou, mas eu finjo estar lendo outra coisa, por que... posso te contar uma história?

— pode, claro! Respondi chamando-o para o fundão da sala.

CONTINUA...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007